s u m i ê
Simplicidade.
Naturalidade.
Simbolização.
Estes são os 3 elementos básicos do sumiê, nas palavras do mestre Masao Okinaka que introduziu e divulgou esta técnica no Brasil.
A partir da China, a arte do sumiê chegou ao Japão, no período Muromachi (1392-1572),
com os monges zen-bundistas.
Posteriormente, a técnica difundiu-se pelo interior do país e ganhou um estilo próprio,
incorporando uma elegante simplicidade. O sumiê tradicional utiliza-se apenas do sumi,
uma tinta escura a base de fuligem de alguns vegetais.
Em um recipiente de pedra chamado suzuri,
coloca-se água e o artista fricciona o bastão de sumi
para obter a tinta. Esse ritual
ajuda a aquietar a mente e encontrar a concentração, segundo o zen-budismo.
Para o sumiê, originalmente é utilizado um papel à base de fibra vegetal
(conhecido como o washi). Mas, no Brasil, tem sido adotado o papel-filtro
para exercitar a técnica.
Como na arte da caligrafia,
a posição do pincel determina cada forma.
As pinceladas devem ser precisas, concentrando-se em buscar a essência do objeto retratado.
E como essa arte não permite retoque, o aprendizado é longo até conseguir
a desenvoltura nos traços, manchas e raspados.
Às vezes utilizo um papel simples, sem textura, perdendo alguns efeitos,
porém conseguindo outros. Como orientava o professor Okinaka, depois de aprender a técnica,
é preciso romper e buscar o próprio caminho, passando ser a técnica o meio
e não a finalidade em si.
|